A VOZ DO SARGENTO PIMENTA


NÃO SEI O QUÊ MAS SOU CONTRA!

Saudações Caríssimas e Caríssimos

 

Compreende-se que muita coisa dá nojo. Mas o fim da picada ultimamente tem sido as manifestações em defesa do indefensável. Já vimos protestos de várias ordens ao longo do tempo, a maioria absoluta por algum motivo plausível, como, por exemplo, atos contra a corrupção. Mas nos últimos tempos o que se tem visto é uma enxurrada de gente desocupada que sai às ruas para exaltar-se contra o bom senso. É gente defendendo drogado, invasões de propriedade e contra pseudo-atentados à ecologia. Observem a foto. Olhem os manifestantes. Brancos, bem vestidos e “revoltados”. Com o quê?! Dizem que organizam as manifestações pelas redes sociais. As mesmas redes sociais que elegem imbecis do calibre de Rafinha Bastos como “a pessoa mais influente do Twitter”. De dentro de seus confortáveis quartos com ar-condicionado, eles organizam manifestações contra Belo Monte. De dentro de seus seguros apartamentos, eles organizam manifestações contra a polícia. Na volta de seus fins de semana em suas casas de praia eles organizam manifestações contra a reintegração do Pinheirinho. De dentro de suas vidas e mentes vazias eles tentam brincar de gente engajada. Vejam por exemplo o caso da Cracolândia. Só quem nunca conviveu com a podridão do mundo do Crack pode ser contra a ocupação daquela região. Crack não é brincadeira, muito menos os noias o são. È gente que rouba e que pode até mesmo matar. Mas para “os engajados”, são pobres vítimas sociais. Não duvido que o problema social é, frise-se, uma das causas da epidemia de Crack. Mas a partir do momento em que uma região é tomada por uma legião de psicos, a coisa passa a ser, indubitavelmente, um problema de polícia. Na cracolândia existem pessoas normais que vivem lá. Ninguém organizou um protesto pela segurança dessas pessoas. No caso do Pinheirinho idem: ninguém organizou pela rede social um protesto contra a formação da favela, ninguém organizou um protesto pela lentidão da justiça em demorar sete anos e 6000 moradores depois para desocupar o terreno. A questão aqui não é se a polícia agiu certo ou não. A questão é a falta de bom senso de meia dúzia que se acham nos anos 60 e ficam brincando de Primavera Árabe. A menina da foto empunha o cartaz contra a PM. Com certeza ela mora num bom bairro, estuda num bom colégio ou graças a este colégio está numa faculdade pública. Ela não sabe que um soldado da PM ganha pouco mais de 1300 reais por mês, que faz bico de segurança na Padaria que ela compra pão, que vive em um país – conforme o post anterior – em que todo mundo acha que não tem dever e certeza de que tem direito, onde educação é algo raro. Ela vive em um mundo no qual a maioria não faz parte. De sua TV 52 LED 3D e de seu IPAD novinho ela acompanha o mundo e se indigna com o que vê fora do bairro dela. Mas abrir mão do mundinho confortável e climatizado ela não quer. Hippies não possuem bens, moram nas ruas e suas manifestações estão no modo de vida e não em cartazes. Mas isso não é legal, é a antítese da essência dessa molecada branquinha-desocupada-que tem nojo de pobre-pseudosocialistas.

O SARGENTO

Este post foi feito ao som de Morro Velho de Elis Regina



Escrito por SGT. PIMENTA às 17h31
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