A VOZ DO SARGENTO PIMENTA


IDEIAS INDIGENTES

Saudações Caríssimas e Caríssimos

 

Volto a escrever após constatar que nossa época está sendo uma das mais negras de todos os tempos. E qual a razão disso? Poderia enumerar milhares de motivos, entretanto um torna-se flagrante: a indigência do debate. Mas o que seria isso Sargento? Explico.

A humanidade chegou aonde chegou graças ao debate, ou seja a troca de ideias e experiências. As posições contrárias, os diferentes prismas, os fóruns de discussão. Não a toa, que um dos períodos mais retrógrados de nossa caminhada foi a idade Média, pelo simples fato do debate ter sido sumariamente banido. É o que percebo hoje, em menor escala.

Qualquer discussão que tenhamos hoje é visto como um banal e vulgar Fla X Flu. Ou você é ou você não é. Eu por exemplo, sou a favor da redução da maioridade penal – por razões óbvias – porém sou contra a pena de morte. Tenho consciência de que na ditadura o Brasil – em termos econômicos – era muito melhor planejado, todavia sou categoricamente contra a tortura e plenamente ciente do mal que os militares causaram, como ninguém, à educação e a cultura deste país. Sou contra o homossexualismo, “afronismo” e feminismo metido a “engajado”, mas sou a favor do casamento gay, das cotas – em caráter provisório – e do aborto. E aí reaças e esquerdinhas? Definam se posso estar no time de vocês.

A verdade é que não discuto política sob a visão futebolística. Discuto sob fatos e suas consequências. Essa visão futebolística talvez seja um dos inimigos culturais do país. O brasileiro não discute nada, nem se prefere arroz ou macarrão sem trazer para dentro do “debate” uma paixão clubística. Ou você concorda ou você não presta. Simples assim. Parece conto de fadas. De um lado os bonzinhos (Eu), do outro os malvados (eles). Não podemos admitir, de jeito nenhum que o Fernando Henrique quando esteve lá, normatizou e colocou para andar a congelada economia nacional. Mas não, ele é um maldito neoliberal, mesmo muita gente da esquerdaiada não saber o que é liberal, muito menos neoliberal. Outros não podem admitir que Lula incluiu pela primeira vez de maneira efetiva, uma agenda social ao governo. Isso o Rodrigo Constantino e os demais seguidores da Veja não admitem de jeito nenhum. Por outro lado FHC, assim como Lula, tratou a educação como algo de menor importância e com a cultura idem. Alguma diferença para os militares neste aspecto?

Mais uma vez cito Nelson Rodrigues Ah, eu sabia que você era reaça sargento! O Nelson é um ícone da direita golpista! Não caro leitor. Nelson Rodrigues foi um maldito em sua época. Para uns um tarado, para outros um reacionário de mão cheia. E ele dizia que só os profetas enxergam o óbvio. Tá faltando profeta no mercado ultimamente.

O SARGENTO

 

Este post foi feito ao som de 2112, do Rush 



Escrito por SGT. PIMENTA às 19h58
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