A VOZ DO SARGENTO PIMENTA


PROFISSÃO BONZINHO

Saudações Caríssimas e Caríssimos

Hoje estava navegando por notícias quando me deparo com o jênio Leonardo Sakamoto. Conheço pessoas que o acham maravilhoso “ele luta contra o trabalho escravo...”, “ele pensa nas minorias...” Afirmo: ele pensa nele mesmo. Como todos de suas estirpe (lista longa: Marcelo Freixo, Laura Capriglione, Emicida...) só pensam em se promover o tempo todo, fora o fato deles terem certeza de fazer parte do time dos bons. Quem discorda deles automaticamente são os maus. Conheci a figura oriental do bem quando da morte de Victor Hugo Deppman, aquele universitário que foi morto por um dimenor, mesmo não reagindo ao assalto. No dia seguinte, para não decepcionar os fãs, o tal do Sakamoto soltou o clássico “o assassino é a verdadeira vítima, pois a desigualdade...” Recentemente, outra pérola. Ele disse que numa reunião – prestem atenção nos outros participantes: Gilberto Carvalho e Mário Magalhães, profissionais do bem – concluíram que não foi o marketing que fez Dilma ganhar as eleições, foi a militância. A miltância! Não sou eu quem estou afirmando, mas sim o resultado eleitoral, que em quase todos os centros urbanos do país – fora os do Nordeste – o PT perdeu feio. E é justamente nestes locais que a tal militância age com maior eloquência. Todos sabemos onde e como o PT ganhou e não tem nada haver com militância, pelo contrário: o crescente anti-petismo se dá justamente por conta desta militância, que para o cidadão comum, o que trabalha e sustenta o sistema, esse papo de militância soa como “vagabundos que vivem de política e de pobre.” Depois de tantas asneiras, coisa de quem nunca conviveu com uma periferia, que desconhece, ou finge que, as reais razões da desigualdade, hoje o japa conseguiu se superar. Ele coloca em seu famoso blog –  oráculo da juventude “antenada” e “engajada” de dentro do quarto -  que quem deveria assumir a Comissão dos Direitos Humanos, ou fazer parte do governo para cuidar disso, deveria ser um dos maiores representantes do bem atualmente, o indefectível e coração de ouro, Jean Willys! Jean Willys, o ex-BBB. Aquele que chegou ao congresso com apenas 13 mil votos, mas que por uma excrescência da lei chegou à câmara. Aí, com todo o auxílio dos quase 100 mil mensais a que tem direito, entre salários e benefícios fez autopromoção midiática durante 4 anos. Não apresentou nada à população e reelegeu-se com o voto “antenado e “engajado”. Jean Willys, aquele que não faz e diz nada a não ser privilégios – sim, privilégios, não direitos – dos gays. Ele diz ser um representantes das minorias, mas nunca ouvi ele dizer a respeito de deficientes, que também são minorias. Isso não dá Ibope, e um ex-BBB sabe o que é Ibope. Jean Willys, aquele que disse que um deputado não ganha bem, que quem ganha bem são os executivos das multinacionais. Só para lembrar: executivos: pagos com dinheiro privado. Deputado: pago com dinheiro público.  Deixemos o ex-BBB e ex-repórter da Ana Maria Braga para depois, voltemos ao Sakamoto, o paladino do bem.

Já faz algum tempo eu escrevi neste blog acerca da juventude “antenada” e “engajada” que faz campanha e atua a favor de vítimas na África, contra a PM e  pelo social. Tudo isso de dentro de sua universidade, de seu quarto com ar-condicionado e participando pelo seu Ipad comprado na última viagem ao exterior e que também foi protagonista nas (sic) “Manifestações de Junho”. Para esses, pessoas como Sakamoto são considerados deuses, detentores supremos da verdade e da bondade. Só não param para ver, por mera falta de condição intelectual e cognitiva – a Chauí avisou que a classe média é burra – de perceber o óbvio ululante: o quanto pessoas como Sakamoto são farsas absolutas e cristalinas. Vive em seu mundinho universitáriopequenoburguêsantenadoengajado, a uma distância segura de pobre. Mas ele é bonzinho profissional, e esses, com suas pelezinhas de cordeiro, apresentam-se como inquestionáveis. O problema não é ele. O cara é ligeiro e paga sua conta de luz e seu Notebook Apple com isso, afinal o mundo é dos espertos. O problema é quem compra isso e sai repetindo que um cara como esse é digno de credulidade e respeito. Quando leio Sakamoto e afins – são vários – lembro-me de uma famosa frase que diz que a diferença entre a inteligência e a estupidez é a de que a primeira é limitada. Sakamoto e os bonzinhos não têm limites.

O SARGENTO

Este post foi feito ao som de Cowgirl in the Sand de Crosby, Stills, Nash and Young



Escrito por SGT. PIMENTA às 18h04
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