A VOZ DO SARGENTO PIMENTA


REDUZIR A MAIORIDADE?

Saudações Caríssimas e Caríssimos

Entre tantas discussões recentes, a que mais chama a atenção, sem dúvida é a redução da maioridade penal. Uns dizem que é algo premente e outros dizem que não passa de uma medida inócua. O fato: do jeito que está hoje, não pode e nem deve ficar.

O problema – como tudo na Terra de Vera Cruz – é que muitos querem defender apaixonadamente sua posição, porém sem conhecê-la minimamente. Aos que defendem a redução, o fato de que “se podem votar, podem responder por seus crimes” ou “sabia muito bem o que estava fazendo”. Na verdade, a ideia é meramente vingativa, no sentido – plenamente justificável, como diria Sherazade – de punir o menor que pratica crime.

Os que se posicionam contra dizem que a medida não diminuirá a criminalidade – o que este velho militar concorda plenamente – e que o jovem “é uma vítima social que não pode ter seu futuro perdido por conta de um ato inconsequente em sua imatura juventude...” o que é uma bobagem tremenda, principalmente se levarmos em conta a isonomia. Sim, ela. Aí uso o argumento dos favoráveis “se sabe escolher o presidente...”

Mas um fato passou despercebido. Em fevereiro do ano passado uma CCJ no senado vetou uma proposta do senador Aloysio Nunes Ferreira. A proposta – para lá de justa e coerente - do tucano tratava de punir apenas menores REINCIDENTES em crimes hediondos. Cansamos de ver casos em que o menor ao ser apreendido, revela-se um criminoso contumaz, mas aos olhos do ECA, não passa de um menino travesso. A comissão – dominada pelo PT, PMDB e PSOL (o nanico PSOL!!) – rejeitou a proposta, por entender que ela “violava direitos básicos dos jovens...” Na prática foi uma boa oportunidade dos pavões da esquerda mostrarem que são eternos defensores dos frascos de comprimidos. A proposta puniria reincidentes. Se reincidiu, significa que as ferramentas disponíveis falharam, então que utilizemos outras. Mas não. Na disputa do holofote vale tudo, inclusive colocar o carro na frente dos bois.

Mas a medida mais racional e justa foi a do governador Geraldo Alckmin. Ele propôs aquilo que poria fim à discussão. Primeiramente não se reduziria a idade penal. Ele propõe que em vez de apenas três anos preso – ops, desculpem humanistas do bem, apreendido – o menor fique oito – o que é pouco para um latrocida, mas melhor do que os nunca cumprido 3. Outra obviedade que o governador pede: quando o infrator completar 18 anos, ele será separado dos menores, isso dentro da própria FEBEM – ops, fundação Casa. Nada de menores em presídios com adultos, nada de redução. Apenas o óbvio, o necessário. A nossa esquerda gritante e festiva imediatamente se pôs contra Alckmin, com os motivos coerentes e racionais de sempre: ele é do PSDB e ele é fascista. Eles estavam tão certos que nesta última semana, vejam só, diante da inevitável aprovação de uma redução efetiva da maioridade penal, a ilustríssima presidente(a) está indo atrás de Alckmin para que o congresso em vez de reduzir a maioridade, tome as medidas propostas dois anos atrás pelo tucano! Pois é minha gente. Isso é o debate no país. O cara não foi ouvido simplesmente por ser do partido X. Agora que a água está batendo na bunda, ele se torna o oráculo.

Independente do que ocorra, a verdade é uma só. As leis que tratam de crimes cometidos por menores deve ser revista em profundidade. Não dá para continuar com o velho papinho da vítima social. Não dá para continuar ignorando que era mentira que apenas 0,5% dos homicídios são cometidos por menores, até porque já se descobriu recentemente que não existem dados oficiais que quantifiquem isso, e que qualquer levantamento preliminar demonstra que a participação de menores em latrocínios e homicídios é muito, mas muito maior que 0,5. Não dá para continuar aceitando que menores estupradores, latrocidas e traficantes fiquem menos de 1 ano presos e saiam como se fossem reús primários. Isso é inadmissível para o cidadão honesto, principalmente para os mais pobres, continuar tentando provar para seus filhos que uma vida honesta vale a pena. Deixar as coisas como estão, como propõe a esquerda festiva e os “humanistas” de butique é de uma irresponsabilidade proporcional à frieza de certos dimenor.

 

 

O SARGENTO



Escrito por SGT. PIMENTA às 20h57
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